As peças são produzidas por mim, em grande parte por métodos artesanais dentro do atelier.

 

Acredito que o processo do fazer manual dê a cada peça uma unicidade que muitas vezes é abafada dentro do sistema industrial e de grande escala. Guardo na cabeceira este poema de Cecília Meireles:

 

"O mundo feito à máquina não compreende os bordos irregulares do barro, não gosta dos vidrados escorridos desigualmente, não aprecia a boniteza torta das canecas, das jarrinhas sem equilíbrio total"

 

Não vejo como linear o processo de confecção de uma peça. Faço desenhos e esboços antes de começar um trabalho, mas ainda assim, prezo pelo acaso, e por isso a mudança de percurso durante o produção de uma peça é bem vinda. O Manuseio do metal no momento em que ele está sendo trabalhado, muitas vezes, indica o caminho da peça final de forma mais preponderante que o esboço inicial. 

 

As coleções são feitas habitualmente a partir de um tema, ou um universo. O estudo deste tema é que indicará as formas e técnicas de criação,  assim como os materiais que serão utilizados na coleção. É importante que não haja preconceitos em relação aos materiais.. Cada material tem sua beleza. Por aqui as "Plumárias Indígenas" não são menos nobres que os "Ouros de Eldorado" 

 

Cada peça é trabalhada como um objeto que será "carregado" por quem o usa. Por isso merece respeito desde sua confecção.

 

Procuro não deixar escapar do pensamento a origem da palavra Joia: 

Vinda do latim, remete à alegria, jogo,  brincadeira, algo que dá prazer. 

 

E que seja pela beleza da forma, da peculiaridade do material,  da ludicidade e brincadeira das cores ou mesmo pela estranheza da combinação entre todos estes elementos...mas que possa dar significado ou alegria àqueles que as usam!

 

Isto é o que me move na criação, é daí que nascem as peças!

 

Helena Guimarães

 

 

SOBRE

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Processo
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Lançamento Coleção Anga
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